Não temos nada. Não sabemos de nada, ao não ser o fato de saber que não sabemos de nada. Não dominamos as palavras, as palavras nos dominam.
Ser escritor não é saber formar frases bonitas numa sequência agradável e grande o bastante para formar um livro. Ser escritor é ser sensível o bastante para extrair a alma de uma pedra, a essência de uma parede, a verdade de uma borboleta. Não escrevemos livros, livros é que se deixam ser escritos por nós.
Somos meros espectadores passivos, supreendidos pelos rumos tomados por nossa “criação”. Somos deuses de nossos mundos. Somos salvadores de nossas nações. Temos na mão a incontestável verdade, a que rege nossos personagens, a que nos faz suspirar a cada ponto empregado.
Escrever é a arte de fazer o surdo ouvir, o mudo falar, dar palavras aos condenados a relinchar. Escrever é saber como transmitir uma verdade, ainda que ela não passe de uma mentira fantasiosa. Escrever é mais do que pensar numa estória, escrever é saber onde vai terminar uma trajetória.
É como disse; não escrevemos livros. Livros é que se deixam ser escritos por nós. Somos meros espectadores, camuflados no citoplasma envolvente dessa célula de emoção. Não criamos livros; inventamos vidas. Não fazemos poemas; transmitimos emoções. Não escrevemos; deixamos que o mundo nos conheça interiormente.
Sim, sou um escritor. Minhas ferramentas de trabalho? A imaginação e as palavras. Ferramentas que todos possuem, mas poucos sabem empregá-las
sua cultura me assusta..ja disse né =)
ResponderExcluir